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Romance policial cuja ação se desenvolve em torno ao roubo da caveira de Castelao do Panteão de Galegos Ilustres e que leva o protagonista a uma viagem por quatro continentes na procura da “relíquia” desaparecida. Projeto que nasceu no encontro internacional Galego no Mundo. Latim em pó que decorreu em Santiago de Compostela inserido na programação da Capital Europeia da Cultura no ano 2000.

Depois de o Catedrático de Medicina, o Professor F., envolver o seu discípulo na procura do crânio de Castelao roubado do Panteão de Galegos Ilustres em Compostela, começam uma série de peripécias escritas por Carlos Quiroga (Galiza), Miguel Miranda (Portugal), Antón Lopo (Galiza), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Suso de Toro (Galiza), Germano Almeida (Cabo Verde), Quico Cadaval (Galiza), Possidónio Cachapa (Portugal), Xavier Queipo (Galiza), Luís Cardoso (Timor) e Xurxo Souto (Galiza), que levaram o protagonista aos lugares mais inesperados.

Na tarde do 13 de Maio Santiago de Compostela estava já primaveril. Para o lado do Centro de Arte Contemporânea o Parque de Bonaval irradiava a calma do fim de semana, com isolados e vagarosos visitantes. Pelas vidraças baixas do edifício de Álvaro Siza entrava uma luz nimbada que deixava na atmosfera do bar um sossego quente. Na mesa do canto estava sentado P. desde as 17:00 h., com alguma ansiedade mal dissimulada. Aguardava alguém. O Catedrático de Medicina, o Professor F., “orientador” da sua tese de doutoramento, tinha deixado para ele uma mensagem para encontrar-se naquele lugar. E P. consumira um café com impaciência, tratando de imaginar que podia querer o velho catedrático, sem alcançar uma explicação para o motivo da cita nem para a escolha precisamente do Museu.

FICHA TÉCNICA AUTORES:

Ano: 2013

Capa: brochado

14,8 x 21 cm

176 páginas

ISBN: 978-84-87305-74-0

PVP: 10 €

Diagramador: Miguel Penas

Desenho de capa: Theo Szczepanski

Autores:

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Carlos Quiroga (Vilasante, 1961) formou-se em Filologia Galego-Portuguesa e Filologia Hispânica na Universidade de Santiago de Compostela, onde é atualmente professor de Literaturas Lusófonas. Foi Bolseiro da Gulbenkian, do ICALP (atual Instituto Camões) e da Universittà Italiana per Stranieri. Fundou e dirigiu várias revistas e é autor de trabalhos de teor criativo, académico ou divulgativo, na Galiza, Brasil, Portugal, Alemanha e Itália. Publicou sete livros individuais: G.O.N.G. (1999), Periferias (1999), O Castelo da Lagoa de Antela/ Il Castello nello Stagno di Antela (2004), A Espera Crepuscular (2002), O Regresso a Arder (2005), Venezianas (2007) e Inxalá (2006). Recebeu duas vezes o prémio Carvalho Calero de narrativa, por Periferias e Inxalá, o primeiro editado também no Brasil em 2006; o segundo em Portugal em 2008 como Inxalá –espero por ti na Abissínia, e de novo em 2010, numa colecção de clássicos universais distribuída por jornais. Também participou em várias obras coletivas e está representado nalgumas antologias, como a alemã Hotel ver mar, a portuguesa A Poesia É Tudo, ou a espanhola Traslatio Literaria. Esteve em encontros em variadas geografias do estrangeiro e na mesma Galiza, como Galego no mundo – Latim em pó, cuja área de Literatura coordenou.

Página do autor

Miguel Miranda (Porto, 1956) licenciado em medicina, especializou-se em Medicina Familiar. Participou em várias colectâneas de contos: Dez Contos com Livro Dentro (2004), Quarenta (2005), Os Melhores Amigos (2006). Publicou as seguintes obras: O Complexo de Sotavento (1992); Contos à Moda do Porto (1996, prémio APE de Conto); Caçadores de Sonhos (1996); Bailado das Sombras (1997); O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (1998, Prémio Caminho de Literatura Policial); Livrai-nos do Mal (1999); A Mulher que Usava o Gato Enrolado ao Pescoço (2000); A Maldição do Louva-a-Deus (2001; prémio Fialho de Almeida); Dois Urubus Pregados no Céu (2002); A Princesa Voadora (literatura infantil, 2003); Como se Fosse o Último (contos, 2004); Caçadores de Sonhos (infanto-juvenil, 2004) O Silêncio das Carpideiras (2005); O Rei do Volfrâmio (2008); Dai-lhes, Senhor, o Eterno Repouso (2011). É membro da APE, da Associação de Escritores de Gaia, da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e do Pen Clube Português. Em 2002 recebeu a medalha de ouro de mérito cultural e científico do município de V. N. Gaia. Está representado no Dicionário de Personalidades Portuenses de Século XX – publicado pela Porto Capital da Cultura 2001. Está traduzido na Itália e na França.

Antón Lopo (Monforte de Lemos, 1961) trabalhou como jornalista até o encerramento de Galicia Hoxe (2011), o único diário em galego do país. A sua trajetória jornalística foi reconhecida com o Prémio de Comunicação da Xunta e o Prémio da AELG. Publicou poesia, teatro e romance. Traduziu ao galego Óscar Wilde e Vikram Seth. Em poesia, desenvolveu uma trajetória que mistura a escrita com a oralidade e a performance. Entre os seus livros figuram Sucios e desexados (1987), Manual de masoquistas (1990), Om (1996), Pronomes (1998) ou Fálame, Prémio Esquio 2003. Também é autor do poemário oral Prestidixitador (2001), com o que percorreu distintas cidades da Europa. Fruto deste trabalho são as suas indagações plásticas na exposição Accións (Galeria Trinta, Compostela, 2004) e na experiência Dentro (Casa da Parra, Compostela, 2005). Entre as performances figura O Lugar, na que mediu Compostela a partir do seu corpo, ou Co ceo a costas, junto a Iván Prado, com quem partilhou também as campanhas em Chiapas de Pallasos en Rebeldía para o apoio do Exército Zapatista ou a peça Sete (Fundação Luís Seoane, 2007). Recebeu o Prémio García Barros por Obediencia (2010), o seu quarto romance depois de As reliquias (1991), Prémio ‘Café De catro a catro’, O riso de Isobel Hill (2000) e Ganga (2001). No ano 2005 ganhou o Prémio Cunqueiro de Teatro com Os homes só contan ata tres.

Bernardo Ajzenberg (São Paulo, 1959) é escritor, tradutor e jornalista, tendo publicado os romances Olhos secos (2009, finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura), A gaiola de Faraday (2002, prêmio de Ficção do Ano da Academia Brasileira de Letras), Variações Goldman (1998), Goldstein & Camargo (1994), Efeito Suspensório (1993) –os dois últimos foram reeditados em volume único em 2011 sob o título Duas novelas– e Carreiras Cortadas (1989). Com o volume de contos Homens com mulheres (2005) foi finalista do prêmio Jabuti. Verteu para o português mais de trinta obras, em sua maioria literárias, a partir do francês, espanhol e inglês, e nesta modalidade ganhou o prêmio Jabuti em 2010, pela tradução de Purgatório, de Tomás Eloy Martinez. Como jornalista, trabalhou desde 1977 até 2004 em veículos como a revista Veja, jornais Última Hora, Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo. Na Folha de São Paulo exerceu entre 2001 e 2004, dentre outras, as funções de secretário de redação e ombudsman. Entre 2004 e 2008 foi coordenador-executivo do Instituto Moreira Salles. Atualmente exerce o cargo de diretor executivo da editora Cosac & Naify.

Suso de Toro (Compostela, 1956) é Licenciado em Arte pela USC, guionista de televisão e colaborador habitual em imprensa e rádio. Publicou mais de vinte livros de narrativa, teatro e ensaio. Como narrador: Polaroid (1986, Prémio Crítica galega); Land Rover (1988); Ambulancia (1990); Unha pouca cinza (1992); Tic-tac (1993, Prémio Crítica espanhola); A sombra cazadora (1994); Calzados Lola (1997, Prémio Blanco Amor); Círculo: da materia dos soños (1998), Non volvas: filla da madrugada (2000, Prémio Crítica espanhola); Servicio de urxencias (2002); Trece badaladas (2002); O príncipe manco (2004, agrupa Tic-Tac e Círculo); Home sen nome (2006); Sete palabras (2009). Em Unha rosa é unha rosa (1996) e em infanto-juvenil Caixón desastre (1983), Conta saldada (1996) e Morgún (2003). No campo do jornalismo e do ensaio, Camilo Nogueira e outras voces: unha memoria da esquerda nacionalista (1991), Parado na tormenta (1996), A carreira do salmón (2001), Españois todos: As cartas sobre a mesa (2004), entre outras. A sua obra está traduzida e estudada em vários países. Em 2010 retirou-se como escritor profissional e regressou ao ensino secundário como professor.

Germano Almeida (Boa Vista, 1945) formou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa e exerce atualmente a profissão de advogado na ilha de São Vicente, tendo já desempenhado funções como Procurador da República. O gosto por escrita e jornalismo tem acompanhado sempre a sua vida profissional. Para além da produção literária, tem sido responsável por projetos como a fundação, com Rui Figueiredo e Leão Lopes, da revista Ponto & Vírgula, do jornal Aguaviva, de que é co-proprietário e diretor, e da Ilhéu Editora, em 1989. A sua obra está composta pelos romances O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1989, adaptado ao cinema em 1997), O Meu Poeta (1990), Os Dois Irmãos (1995), A família Trago (1998), A morte do meu poeta (1998), Dona Pura e os camaradas de Abril (1999), As memórias de um espírito (2001), Mar da Laginha (2004), Eva (2006). É autor ainda de O dia das calças roladas (1992, ensaio), A ilha fantástica (1994, narrativa), Estóreas de dentro de casa (1996, ficção), Estóreas contadas (crónicas, 1999) e Viagem pela história das ilhas (investigação histórica, 2003). Os seus romances também se encontram traduzidos para diversas línguas.

Quico Cadaval (Ribeira, 1960) é ator, diretor e adaptador teatral, tendo sido impulsor do movimento de conta-contos surgido na Galiza na década de noventa. Aprendeu a contar contos desde criança a partir das histórias transmitidas oralmente pelas velhas e anciãos da sua vila, e também pela enorme variedade de pessoas que frequentavam a taberna da sua mãe. Entrou para a interpretação teatral em finais dos anos setenta e princípios dos oitenta, no Centro Dramático Galego, continuando depois na companhia “O Moucho Clerc”, já da sua própria fundação. Participou em diferentes produções da Televisão Galega, assim como em filmes de curta e longa metragem. Alguns trabalhos que realizou foram Shakespeare para ignorantes (2010, como ator), A miña sogra e mais eu (2004, como diretor), Máxima audiencia (2004, ator), Entre bateas (2001, ator), Amor Serrano (1999, ator), Apaga la luz (1999, guionista), La rosa de piedra (1999, ator), Cabeza de boi (1996, ator), Matías, juez de línea (1995, ator), entre muitas outras. Foi também professor de interpretação de “Operação Triunfo” (Portugal, 2003). Atualmente continua a trabalhar no audiovisual como ator e como guionista.

Possidónio Cachapa (Évora, 1965) é escritor, dramaturgo e argumentista. Passou pelos Açores, Lisboa e Suíça, onde iniciou a sua carreira literária com os relatos O Nylon da Minha Aldeia e A Voz Terrível. De regresso a Portugal dedicou-se à escrita de argumentos e à realização. Uma bolsa do Ministério da Cultura dará no romance A Materna Doçura (1998), a que seguiram Viagem ao Coração dos Pássaros (2000), O Mar por Cima (2002), Rio da Glória (2007) e O Mundo Branco do Rapaz Coelho (2009). Como assistente de realização participa no documentário Sete Mares, viajando por países como o Egipto, Israel e a Jordânia. E publica ainda contos em Portugal e no estrangeiro, reunindo o volume Segura-te ao Meu Peito em Chamas (2004), como reune crónicas em O Meu Querido Titanic (2005). No teatro é autor das peças Shalom (2001), Hipnotizando Helena e A Cibernética (co-encenadas em 2005). Argumentista de curtas e longas metragens, realizou vários filmes como o documentário Adeus à Brisa (2009) sobre a vida e obra de Urbano Tavares Rodrigues, e O Nylon da Minha Aldeia (2012). A sua obra foi adaptada ao teatro e ao cinema e está traduzida em vários países.

Xavier Queipo (Compostela, 1957), biólogo e escritor, vive e trabalha em Bruxelas desde 1989. Membro do Dichterscollectif van Brusel desde 2007. E autor de vários romances: O Paso do Noroeste (1996, Prémio García Barros), Malaria Sentimental (1999), Papaventos (2001, em Portugal Bebendo o mar), Saladina (2007), Dragona (2007), e Extramunde (2011, Prémios Xerais, Arcebispo S. Clemente e Álvarez Blázquez). Também de vários volumes de conto e narrativa breve: Ártico (1990, Prémio Crítica espanhola), Ringside (1993), Diarios dun Nómada (1994), Contornos: apuntes de filosofía natural (1995), Mundiños (1997), Manual de Instruccións (1999), O ladrón de esperma (2002, Prémio Café Dublín), Os ciclos do bambú (2005). E dos livros de poesia Nos dominios de Leviatán (2001), Glosarios (2004) e Pegadas (2006). Publicou ainda O espello e o dragón (2005), narrativa infantil; Caderno da Revolución Cultural (2007) e Felices e diferentes (2009), colaborações radiofónicas; A illa dos cangrejos violinistas (2009), infanto-juvenil, com versões para castelhano, português, francês e italiano; e Cartas Marcadas (2010), ensaio. E realizou traduções de Conrad, Hervé Guivert, Amin Maalouf, Joyce e Foster Wallace.

Luís Cardoso de Noronha (Cailaco, 1959) estava destinado à carreira eclesiástica mas acabou não sendo admitido a padre e enviado a Portugal com uma bolsa de estudos. Completou a sua formação em Portugal durante a guerra civil e a posterior invasão indonésia da sua terra, formando-se em Silvicultura pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, onde tomou conhecimento das obras científicas e poéticas de Ruy Cinatti que o ajudaram a fazer a viagem de regresso ao mundo físico e sobrenatural daquela pátria afastada. Tirou um curso de pós-graduação em Direito e Política do Ambiente na Universidade Lusófona e desempenhou também as funções de representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere, entre outras atividades como as de contador de histórias timorenses, cronista da revista Fórum Estudante e professor de Tétum e Língua Portuguesa nos cursos de formação especial para timorenses. É até à data autor dos seguintes quatro romances: Crónica de uma travessia – A época do ai-dik-funam (1997), Olhos de Coruja, Olhos de Gato Bravo (2001), A última morte do Coronel Santiago (2003) e Requiem para o navegador solitário (2007).

Xurxo Souto (Corunha, 1966) é cantor, acordeonista, escritor, ator, diretor e locutor, formado em Filologia Clássica na Universidade de Santiago. Tornou-se popular como vocalista da banda de rock Os diplomáticos de Monte-Alto (1990-2001). Desde 1986 começou a trabalhar em programas de rádio em galego, sendo o mais conhecido e antigo ‘A tropa da tralla’ em Radio Coruña. Entre 2005 e 2009 foi subdiretor de programas da Rádio Galega, e dirigiu “Aberto para reformas”, espaço caracterizado pela transmissão exclusiva de música em galego. Com a chegada à presidência da Junta de Alberto Núñez Feijoo, foi demitido do cargo e afastado da direção do programa. Como escritor, publicou os livros de relatos A tralla e a arroutada (1995), Fumareu (1997) e Tres trebóns (2005), o romance O retorno dos homes mariños (1999) e a coleção de artigos Contos da Coruña (2001). Recentemente formou a banda “Os Tres Trebons”, na que é voz e acordeão. Trabalhou como ator em produções como a série galega Mareas Vivas ou a longametragem Entre Bateas. Atualmente é diretor e apresentador de Música Ambiente, que mostra músicas galegas emergentes na cadeia privada Vtelevisión.

 

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