a-voz-dos-mundosO brasileiro Paulo Soriano e o galego Valentim Fagim juntam energias para construir uma coletânea internacional de ficção científica, com autores da Galiza, do Brasil e de Portugal, projeto que vai ser editado também no Brasil no selo Mondrongo. Qual o tema central que guia os diferentes autores da coletânea?… a língua, como bem podia ser.

Em finais de 2014, o autor galego Ângelo Brea publicou na Através|Editora uma coletânea de relatos de ficção científica sob o título de Lembranças da Terra & outras histórias de um futuro possível. Um dos relatos portava como título “As grandes vantagens da neolíngua”. Nele narravam-se as saudades do professor Akira Sakura, especialista em língua japonesa no Japão, que dava aulas a uma exígua turma de nove alunos. A neolíngua devorava tudo e quase ninguém tinha sequer interesse nas velhas línguas dos seus antepassados. Por volta deste relato, Paulo Soriano, brasileiro e editor de Contos de Terror, e Valentim Fagim, galego e editor da Através, ambos apaixonados pelas relações entre língua e sociedade, começaram a acalentar a ideia de reunir textos de ficção científica que tivessem como nexo a língua. Esta é a origem do livro que o leitor tem entre as mãos.

(Tirado do prólogo de Paulo Soriano e Valentim Fagim)

 

FICHA TÉCNICA AUTOR:

Ano: 2016, fevereiro

Capa: brochado

14 x 21 cm

238 páginas

ISBN: 978-84-87305-96-2

DL: C 38-2016

PVP: 14 €

Diagramador: Xorxe Oural

Desenho de capa: Xúlio Zé Fernández

Roberto de Sousa Causo é autor dos livros de contos A dança das sombras (Caminho, 1999) e A sombra dos homens (Devir, 2004), e dos romances A corrida do rinoceronte (Devir, 2006) e Anjo de dor (2009), além do estudo Ficção científica, fantasia e horror no Brasil (Editora UFMG, 2003), que recebeu o Prêmio da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica. O par, uma novela amazônica ganhou o 11.º Projeto Nascente, da Universidade de São Paulo e do Grupo Abril. Glória sombria, o primeiro livro da série de space opera As Lições do Matador (Devir) foi lançado em abril de 2013, e foi um dos indicados para o Prêmio Argos 2014 (do Clube de Leitores de Ficção Científica). A série tem sítio próprio na Internet, GalAxis: conflito e intriga no século 25 (galaxis.aquart.com.br), também lar da série Shiroma, Matadora Ciborgue, à qual pertence o conto Elocução final.

Paulo Soriano, natural de Itabuna, Estado da Bahia, Brasil, é contista amador. Reside em Salvador/BA, onde exerce a advocacia pública e o magistério superior. Autor das coletâneas Histórias nefastas (Rio, 2008) e Contos galegos (São Paulo, 2013). Foi um dos contistas laureados no VII Prêmio literário Asabeça (Rio, 2007) e no certame Brasília é uma festa (Brasília, 2012). Organizou ou participou como coautor ou cotradutor das seguintes antologias: Irmandade das Sombras (Rio, 2008), I Concurso literário Contos Grotescos — Prêmio Edgar Allan Pöe (Rio, 2010) e Mestres do terror (Santiago de Compostela, 2010). Integrou, ainda, como coautor, as seguintes antologias: Olhares em Pernambuco (Recife, 2007), Sociedade das sombras (Belo Horizonte, 2011) e A Irmandade (Rio, 2013). Mantém na internet, em parceria com o autor fluminense Luciano Barreto, o sítio Contos de Terror (www.contosdeterror.com.br).

Tânia Souza nasceu em 1976, em Bela Vista, Mato Grosso do Sul, Brasil. É professora e escreve poesias, contos e crônicas. Publica pequenas histórias ligadas ao universo fantástico no site “Quotidianos” e criações literárias diversas em sua página “Tânia Souza”, no Facebook. Outros dos seus textos podem ser encontrados nos livros: Ventos poéticos, À sombra do corvoPoesias sombrias, Contos sombrios de Natal (e-book), Histórias fantásticas Vol. 1, Cursed City — onde as almas não têm valor, Olympus — Histórias da Mitologia, Crônicas da fantasia, Quando o Saci encontra os mestres do terror, Fagulhas poéticas II, 501 poetrix para ler antes do amanhecer e Dystopia.

Miguel Carqueija. Brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, onde mora até hoje. Escreve contos e novelas de ficção científica, fantasia, terror, mistério, história alternativa e surrealismo. Também faz resenhas de livros, filmes, seriados e quadrinhos. Participou de mais de 30 antologias e publicou mais de 30 livros, a maior parte na internet. Profissionalmente publicou Farei meu destino em 2008, pela Giz Editorial, e O estigma do feiticeiro negro em 2012 (em coautoria com Melanie Evarino) pela Editora Ornitorrinco. Em 2015 saiu, pela Amazon.com (editora virtual) As aventuras de Hiney Bell. O seu conto O tesouro de Dona Mirtes foi filmado em 2004 pela produtora Arte Urbana.
Ramón Caride (Cea, Ourense-Galiza, 1957). Biólogo e professor de ensino secundário, possui uma longa trajetória nas letras. Tem publicado mais de cinquenta títulos individuais de todos os géneros: a narrativa, a poesia, o jornalismo e mesmo o teatro infantil. Recebeu alguns dos prémios mais salientáveis do sistema cultural galego: o Blanco Amor, o Café Dublín, o Lueiro Rei ou o Risco de romance, o Cidade de Ourense de poesia e muitos de literatura infantil e juvenil, como o Merlín ou o Frei Martín Sarmiento, que recebeu até em três ocasiões. Da sua literatura fantástica destacam-se os romances Soños eléctricos (1992), alicerce da nova ficção científica galega; Tempos de Fuga (Deriva, Porto, 2004); e a trilogia para leitores jovens, As aventuras de Sheila e Said, iniciada com Perigo Vexetal (2003), e culminada com O futuro roubado (2012), publicada também por Deriva Editores e que faz parte das obras selecionadas para LER + (Plano Nacional de Leitura das escolas portuguesas).

Séchu Sende (1972, Padrão, Galiza) é poeta, narrador, ativista social e domador de pulgas no Galiza Pulgas Circus (máis informação: http://circodepulgas.blogaliza.org). Em 2003 ganhou o prémio Blanco Amor com o romance Orixe, e em 2007 o Anxo Casal ao melhor livro do ano com Made in Galiza, livro de relatos curtos que foi traduzido para o turco, curdo, catalão e basco. Publicou O caçador de bruxas em 2011, Viagem ao Curdistám para apanhar estrelas em 2012 e, em 2015, A República das Palavras, na Através Editora. Com esta editora também participou no livro coletivo O Dia da Toalha na Galiza, em 2014.

Ângelo Brea (Santiago de Compostela-Galiza, 1968) realizou estudos de Filologia Hispânica na Universidade de Santiago de Compostela e de Filologia Galego-Portuguesa na Universidade da Corunha. Foi bolseiro do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, realizando em Lisboa o Curso Superior de Estudos Portugueses. Completou os estudos de doutoramento sobre “Teoria da Literatura e Literatura Comparada”, apresentando a memória de licenciatura sobre os descordos galego-portugueses e a sua comparação com os descordos provençais e franceses. Foi secretário das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal e coordenador de vários congressos internacionais sobre literaturas lusófonas e sobre a língua portuguesa. Na atualidade é membro da Academia Galega da Língua Portuguesa. É professor titular de Língua e Literatura Galega no IES Terra de Soneira (Vimianço). Como escritor, é autor do Livro do Caminho (1989). Está presente em várias antologias, como Mátria da Palavra e a Antologia da Poesia Lusófona. Publicou em 2005 O país dos nevoeiros, na editorial Espiral Maior. É autor da edição portuguesa de Cantares Galegos, de Rosalia de Castro e de Queixumes dos Pinhos, de Eduardo Pondal. Em 1995 participou como coautor na obra teatral Eva Perón, que foi prémio Compostela de teatro. Em 2014 publicou Lembranças da Terra e outras histórias de um futuro possível, coletânea de 16 relatos de ficção científica.

Valentim Fagim (Vigo, Galiza, 1971). Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa, fundador da livraria A Palavra Perduda e, desde 2001, professor de português nas Escolas Oficiais de Idiomas da Galiza. Presidente da Agal, Associaçom Galega da Língua, 2009/2012 e vice-presidente no período 2012/2015. A sua grande paixão é as relações entre língua e sociedade bem como difundir uma estratégia internacional para a língua da Galiza ao que se tem dedicado por meio de artigos de opinião, vários projetos em formato site, a ação associativa e três livros, todos eles editados na Através Editora: Do Ñ para o NH, O galego é uma oportunidade (com José Ramom Pichel) e Os quês e porquês do reintegracionismo (com vários autores). Este texto é a sua primeira contribuição na divulgação sociolinguística em formato narrativa.
Vítor Lindegaard nasceu em Lisboa em 1958 e cresceu na linha de Sintra. Viveu sobretudo em Portugal, mas também em vários outros países (Canadá, França, Suíça, Moçambique, Bolívia) e acabou por fixar-se na Dinamarca, onde pensa ficar a viver o resto da vida — mas nunca se sabe… Tem mulher e filhos dinamarqueses. Do muito que tem escrito, pouco há publicado. Os seus trabalhos mais conhecidos são, provavelmente, algumas letras de canções que escreveu para o grupo Rádio Macau. Editou em 2010 um livro de contos (Faz de conta que histórias, Lisboa: Campo da Comunicação). Tem um blogue, Travessa do Fala-Só (http://llindegaard.blogspot.com), onde publica sem grande regularidade pequenos ensaios e divagações sobre temas vários.

Página do autor

Miguel Santos Vieira nasceu no dia 16 de maio de 1986 em Lisboa, Portugal. Licenciado em Direito, desde sempre cultivou bastante interesse pela literatura, especialmente aquela relacionada com o fantástico e o terror. Escreve com regularidade e é autor de vários contos e de um romance. Em 2010 foi o vencedor do I Concurso literário Contos Grotescos — Prémio Edgar Allan Pöe. Em 2014 participou no V Volume da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea: Entre o sono e o sonho. Também em 2014 foi orador convidado no “I Encontro Nacional de Estudantes de Letras — ENEL”, no âmbito da sátira e escrita criativa.
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