Ângelo Brea (Santiago de Compostela, 1968) é licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade de Santiago e em Filologia Galego-Portuguesa pela Universidade da Corunha. Foi bolseiro do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, onde realizou, em Lisboa, o Curso Superior de Estudos Portugueses. Realizou estudos de doutoramento em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e é professor titular de Língua e Literatura Galega e de Língua Portuguesa no Liceu de Bertamirães (Ames).
Foi secretário das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal e coordenador de vários congressos internacionais sobre literaturas lusófonas e sobre a língua portuguesa no mundo. É membro da Academia Galega da Língua Portuguesa.
A sua obra literária iniciou-se com o poemário Livro do caminho (1989), a que se seguiu O país dos nevoeiros (2005). A sua poesia foi também incluída nas antologias Mátria da Palavra e Antologia da Poesia Lusófona. Em 2019 publicou Tempo de Eclipses, compilação da sua obra poética, acompanhada de um glossário e de estudos sobre métrica.
Foi coautor da peça teatral Eva Perón, vencedora do Prémio Compostela de Teatro em 1995. Na prosa, publicou Lembranças da Terra & outras histórias de um futuro possível (2014), com 16 relatos de ficção científica, e Nos vales do Máriner e outros relatos (2022), com 17 relatos do mesmo género. Um dos seus contos, «As grandes vantagens da neolíngua», integrou a antologia A voz dos mundos. Contos de Ficção Científica, publicada no Brasil pela Editorial Mondrongo em parceria com a Através Editora.
Colabora habitualmente com a página Contos de Terror, onde publica relatos de mistério e terror. Em 2025, recebeu o Prémio da Cátedra Carvalho da Universidade de Santiago pela obra Ensinamentos de Rahotep.











