Nova coleção – Alicerces 6 Junho, 2018 – Publicado em: Alicerces

Teresa Moure. Entre as novidades que está a preparar a Através Editora, hão de ver a luz em breve os primeiros números da coleção Alicerces. Este título genérico agrupa uma série de livros de formato breve (por volta das 80 páginas), destinados a desvendarem os fundamentos básicos dum determinado assunto. A tradição do ensaio é sempre fulcral no desenvolvimento dum sistema literário, visto que toda sociedade precisa elaborar e processar ideias novas. Porém, nesta altura, quando a informação flui vertiginosamente parece necessário oferecermos ao público exposições rigorosas, mas de leitura rápida; estruturadas e profundas, mas libertadas das habituais exigências académicas. Alicerces pretende ocupar esse espaço, a convidar especialistas para tratarem questões que conhecem bem, abordando todos os seus matizes e polémicas, mas – a diferença doutras séries de ensaio e como perfil distintivo – sempre num tom divulgativo, claro e direto, que deliberadamente evita a erudição ou o enfoque especializado. Os volumes incluídos em Alicerces acolherão temas diversos, da ética à política, da economia à história, passando pelos avances científicos ou tecnológicos, ou pelas artes no sentido mais plural.

Os Alicerces são ensaios em forma de pílulas, pensados para fortalecerem a transmissão do conhecimento e estimularem o espírito crítico. O público alvo estaria composto tanto por jovens do secundário (que, tantas vezes, para se assomarem aos temas de atualidade, devem escolher entre versões eruditas ou os riscos do imediato na internet), como por pessoas adultas que procuram estar informadas sobre temas em que não forem peritas. Alicerces é pensamento breve, mas não trivial. Alicerces é atualidade; debates inexcusáveis nessa miscelânea densa que se vem chamando de cultura. Alicerces sairá duas vezes por ano, incluindo cada entrega um par de volumes. Os primeiros são Eutanásia. Quando decidir uma morte for vital, de Brais Arribas, e Confio-te o meu corpo. A dramaturgia pós-dramática, de Afonso Becerra. E já estão em andamento Tudo é arte? Mod@s de olhar, de Natalia Poncela, e Novas masculinidades. O feminismo a desconstruir o homem, de Jorge García Marín. As seguintes entregas previstas incluem um sugestivo catálogo de assuntos que pretendem tanto dar conta da vitalidade da sociedade galega, também no campo das ideias, quanto da intensidade da época que estamos a viver.