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Valentim Fagim: “Através Editora chega aos 100 clubistas”

Que representa a Através Clube para o nosso projeto editorial? Na Galiza, há duas sensibilidades sobre o que a nossa língua é, e que se transparecem na forma de escrever. O jeito que eu estou a usar agora mora na periferia social. O espaço central, que não por acaso usa a ortografia do castelhano, gera oportunidades para as editoras que sigam o seu modelo, bem como gera muros para nós. Um exemplo. As bibliotecas galegas compram alguns…

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Teresa Moure: “A linguística, como todas as ciências, adotou um perfil burguês, ocidental, branco e patriarcal”

O livro tem como subtítulo A perspetiva de género nas ideias sobre a linguagem. Deve entender-se que estás a renunciar à etiqueta de linguística feminista? Em absoluto. Nunca se investiga sem ideologia e eu adoto explicitamente esse ponto de vista. No entanto, pretendo chegar a um público amplo. O livro pode ser lido tanto por feministas que não saibam da Linguística quanto por linguistas homens, que não se sentam excessivamente interpelados pelo feminismo. O meu objetivo,…

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Carlos Taibo: “A língua é a mais excelsa das criações do ser humano”

O Carlos Taibo é alto, usa óculos e gosta de brincadeiras. No seu rosto sem barbear campa um sorriso que transmite aconchego e singeleza. Nom o larga em toda a conversa e fai-me lembrar o humorismo de Castelao, um ar lírico misturado com a vida aceda de quem sonha com um mundo mais justo, mais igualitário, mais humano.   Nom é muito comum fazer autobiografias com focagens tam específicas, como surgiu a ideia de escreveres…

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Antom Fortes Torres: “A arte foi um flutuador que não me falhou nunca”

Entrevistamos Antom Fortes Torres (Sárria, 1957) que vem de publicar pela primeira na Através Editora dois livros de poesia que perfazem um só. Em Gris Cinza / Barbarie, Crisântemos e um Urbano Lugrís o poeta traz-nos uma proposta com uma forte componente sociopolítica, envolvida muitas vezes num pessimismo que conforma um universo de palavras que não querem operar de acordo com os trâmites do conforto. Apesar de serem dois livros com distintas texturas, desvela-se ao longo de…

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Mário Herrero Valeiro: “A devastação é também um mercado”

Mário J. Herrero Valeiro traz-nos nova colheita depois de “Fé do Converso” editado também pela Através Editora em 2019. Em “Ética do Abandono” o poeta revela-nos imagens talhadas com a precisão de quem conhece o inferno humano e o integra perfeitamente na realidade, ou, na verdade, do poema. É uma espécie de panorâmica pensante e viva, um lugar que recebe e incarna o acontecimento. Cada poema é um artefacto que está talhado para nos seduzir,…

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Paulo Fernandes Miras: “A obra do Guerra, apesar de ter sido um eterno emigrante, tem características comuns com a poesia dos que ficaram na Galiza”

Após o recente lançamento em Através Editora da antologia da poesia em galego de Ernesto Guerra da Cal, falamos com o investigador ordense Paulo Fernandes Mirás, autor da coletânea, que já foi o responsável da antologia poética de Ricardo Carvalho Calero (2019) e da biografia de Ricardo Carvalho Calero (2020) publicada na editora Ir Indo. É professor de língua e literatura galegas e Académico Correspondente da AGLP. Como é que surgiu a ideia de publicar esta nova antologia? Estava a…

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“Na Galiza saber do nosso passado é um trabalho enorme” Carlos Velasco e Henrique Egea falam do livro “Todas mortas e (quase) esquecidas”

Na história das nações, existe um acumular de figuras. O caso da Galiza não é excecional. Algumas ganharam destaque nos manuais escolares, nas estátuas e nas placas, bem como nos nomes das ruas. Mesmo assim, uma nação sem estado tem sempre uma grande dificuldade para divulgar as pessoas que protagonizam a sua história. Não é por acaso que no título deste livro, Todas mortas e (quase) esquecidas, a palavra quase surge, entre parênteses, para evidenciar…

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Isabel Rei: “Desenvolveu-se a ideia da ‘guitarra espanhola’ apesar de na Galiza termos história do seu uso desde o século XII”

Com a sua tese de doutoramento ‘A guitarra na Galiza’ Isabel Rei Samartim expom o produto de anos de investigaçom: um alargado leque de documentos que mostram a tradiçom do uso deste instrumento no nosso país até o século XIX. Ademais da tese, Rei Samartim publicou na editorial Através ‘Guitarra Galega. Breve História da viola (violão) na Galiza’, onde divulga as ideias fundamentais da tese e acrescenta um breve capítulo sobre o século XX, época…

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Paula Carballeira: “Somos umha sociedade que fala muito, narra pouco e escuta menos”

Paula Carballeira é umha das mais ativas narradoras orais da Galiza na atualidade. Além disso, é poeta, romancista, dramaturga, atriz e membro desde a sua formaçom da companhia Berrobambán. Recentemente publicou na Através Editora o seu ensaio, tam certeiro para os tempos em que vivemos, E continuaremos a contar. A narrativa oral como ato de visibilidade e sobrevivência. Sobre ele falamos nesta conversa. “Contando recriamos. Contando fazemos-nos ouvir, damos valor à nossa voz, nom deixamos…

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Diego Bernal: “A onomástica mostra um fascinante ponto de encontro entre as identidade galega, portuguesa e brasileira”

O último livro da coleção Através da Língua, Apelidos da Galiza, de Portugal e do Brasil, já está nas livrarias galegas e portuguesa bem como na loja on-line da editora, portanto, é um bom momento para conversar com o autor, Diego Bernal, atualmente a lecionar língua galega na EOI Jesús Maestro de Madrid. Antes de mais, Diego, que te motivou a abordares esta temática, agora livro? É umha paixom de velho. Desde criança sentia curiosidade…

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